Desde 2015, uma das maiores migrações da história tem acontecido, com pessoas do Oriente Médio fugindo de suas terras natais. Apesar dos desafios, esses refugiados estão tendo a oportunidade de conhecer Jesus.
Otis Neumann, um missionário do International Mission Board (IMB), relatou que pessoas de países “historicamente muito duros e fechados” estão sendo alcançadas pelo Evangelho.
Otis passou os últimos 14 anos trabalhando entre refugiados. Nesse período, ele conheceu a história de Abdul, um jovem refugiado que se entregou a Jesus.
Abdul era apenas uma criança quando alguns homens invadiram o campo onde sua família vivia. Na ocasião, seu pai foi assassinado e seu irmão mais velho fugiu para salvar sua vida.
Então, sem ter para onde ir, os assassinos de seu pai se tornaram sua nova família. Anos depois, quando seu irmão retornou, Abdul pensou que era a hora de vingar a morte do pai.
Mas, em vez disso, seu irmão havia conhecido Jesus e perdoou os assassinos do pai. Segundo Otis, essa atitude se tornou inspiradora em uma cultura onde ciclos de violência e retaliação são o modo de vida.
Seguindo Jesus
No entanto, Abdul não conseguia entender o posicionamento do irmão em relação aos homens que destruíram sua família. Por isso, ele pediu ao irmão que se vingasse da morte do pai.
Nesse momento, o irmão passou a compartilhar a Palavra de Deus com Abdul e falou sobre a paz que encontrou em Jesus.
“Logo, Abdul decidiu que ele também se tornaria um seguidor de Jesus. A paz de Deus o envolveu, restaurando anos de raiva e perda”, contou Otis.
Mais tarde, quando extremistas muçulmanos começaram a impor suas leis, Abdul e a família precisaram fugir de sua terra natal para escapar da perseguição e provável morte por sua fé em Cristo.
Assim que encontrou um local seguro, Abdul fez amizade com outro refugiado do Oriente Médio que o levou a uma igreja local, onde ele conheceu a família de Otis.
“Ele descreveu que, a partir do momento em que seu irmão compartilhou o Evangelho com ele, muitos anos atrás, a raiva, a amargura e a dor que ele sentiu durante toda a sua vida simplesmente desapareceram. E ele sentiu paz, por causa da graça de Deus para com ele”, afirmou Otis.