A arcaica prevenção do homem de manipular o desejo da mulher, e vice e versa, esgotou-se para sempre (embora persista em algumas sociedades) quando Deus escolheu nascer de uma mulher. Naquele dia, a redenção alcançou igualmente homens e mulheres.
Naquele dia os sinos da terra foram ouvidos no universo!
Desde aquele dia, as dominações do desejo da mulher pelo homem e do desejo do homem por parte da mulher, foram suprimidas. Não há mais judeu nem gentio, escravo nem livre, homem nem mulher. São todos um.
Desde aquele dia, somos chamados a viver a redenção em nossas interações diárias, promovendo a inclusão e combatendo todas as formas de preconceito, violência e dominação.
Quando homens e mulheres trabalham juntos, unidos por um amor que é ao mesmo tempo misericordioso e justo, são construídas pontes que superam divisões e abrem espaço para novas formas de convivência em mutualidade.
Desde aquele dia, quando Deus escolheu nascer de uma mulher e os sinos da terra foram ouvidos no universo, as relações de dominação não têm mais espaço, pois foram alcançadas pela redenção.
Na redenção a misericórdia chega via doação de um amor incondicional. A misericórdia e? expressão de pura ternura, que toca com esperança de salvação, interação e nova vida.
A redenção trouxe um novo paradigma, onde a igualdade, o amor e o respeito mútuo se tornaram os pilares das relações humanas.
A redescoberta da ternura e da misericórdia nos corações humanos continua a ecoar como um cântico de esperança, inspirando novas gerações a viverem em paz e solidariedade.
Assim sendo, os sinos da terra, que foram ouvidos no universo naquele dia em que Deus escolheu nascer de uma mulher, seguem ecoando majestosamente. Como em uma epifania revelam e anunciam que os relacionamentos foram alcançados pela redenção e já não mais são os mesmos de outrora.