Mais uma morte prematura no mundo das celebridades. A atriz sul-coreana Kim Sae-ron, de 24 anos, foi encontrada sem vida em sua casa no dia 16 de fevereiro. O caso chocou a indústria do entretenimento e os fãs.
Kim Sae-ron entrou para o cinema ainda criança. Com apenas 9 anos, impressionou ao interpretar uma menina abandonada em Uma Vida Nova em Folha (2009), filme que conquistou reconhecimento internacional. Nos anos seguintes, estrelou sucessos como O Homem de Lugar Nenhum (2010) e Uma Garota à Porta (2014) e recebeu prêmios importantes. Ao longo de sua trajetória, acumulou 11 filmes e 19 séries, consolidando-se como uma das atrizes mais talentosas de sua geração.
Enquanto sua carreira brilhava, sua vida pessoal era marcada por desafios. Em uma entrevista de 2018, Kim revelou que sofreu bullying na escola por conta da fama. “Os colegas escreviam xingamentos e coisas terríveis sobre mim no pátio da escola e nos muros da rua. Eu costumava andar para casa descalça porque as pessoas escondiam meus sapatos”, desabafou, na época.
Ela também mencionou que seus colegas a convidavam para passeios fora da escola, mas nunca apareciam, e que chegou a ficar sozinha em uma de suas festas de aniversário, porque ninguém foi. O isolamento era real, apesar dos milhares de likes que recebia. Além disso, dentro de casa, Kim presenciava a luta de sua mãe contra a depressão, o que a fez assumir desde muito nova a responsabilidade de cuidar da família.
A pressão também aumentou com o julgamento público: em 2022, ela bateu o carro por estar embriagada e, por conta disso, perdeu contratos. No ano passado, a imprensa sul-coreana noticiou que ela estava passando por tratamento psicológico para lidar com os ataques constantes sofridos nas redes sociais.
O mito da felicidade
Vivemos em uma época em que a felicidade se tornou uma grande trend, tema de diversos vídeos. Só que, infelizmente, apesar de notícias como essa serem comuns, muitas pessoas ainda acreditam que, para serem felizes, precisam ter muito poder, dinheiro ou fama.
Mais uma vez, o fim precoce de alguém como Kim nos mostra que pensar assim é uma ilusão. Jovens talentos, como a atriz, normalmente vivem sob pressão constante, lidam com expectativas irreais, cobrança implacável do público e uma privação de vida pessoal que pode ser devastadora. O brilho dos holofotes não impede que tenham solidão, insegurança ou travem batalhas internas ou externas.
Então, essa triste notícia é mais um lembrete de que a verdadeira felicidade não está na fama ou no sucesso que enxergamos de fora. É preciso olhar para além das aparências e entender que a vida de qualquer um – seja uma celebridade, seja um desconhecido – pode ser repleta de dores e desafios invisíveis.
O dinheiro e a fama podem até proporcionar momentos alegres, mas não a verdadeira felicidade – esta vem de dentro, de quem somos, dos nossos propósitos e valores, e não depende das circunstâncias. Ela traz paz, mesmo em meio às lutas.
O que essa história nos ensina, além do que já foi citado anteriormente, é que o respeito e o não julgamento são essenciais. E que, por trás de qualquer pessoa, há um ser humano que precisa de mais do que aplausos.